Nestes dias em que a sociedade se movimenta por algo que não deveria ser objeto de legislação. Não creio que honestidade possa ser uma imposição legal ou que pelos menos haja a necessidade de regulá-la. Moral, ética, honestidade deveriam ser diariamente e desde a tenra idade cultivada em todos os ambientes. Então, já adultos nos deparamos com estranhas interpretações de fatos que, antes de se analisar a legalidade ou até mesmo a legitimidade, nos deixam estarrecidos quanto à violação do conteúdo ético e moral. Esquecemos que essa calamidade é resultante de pequenos atos que nos passam desapercebidos, que ignoramos ou que relevamos como se fossem insignificantes. Esses dias eu vi o cão. Não sei quantas pessoas viram. Estava sentado na calçada, bem no centro histórico de Cuiabá. Ainda que ele (o cão) não tenha me visto, pois se deslumbrava com um cachimbo pronto para queimar alguma pedra, meu dia se transformou. Comentei com umas e outras pessoas sobre aquela situação desumana e a total falta de percepção não apenas pelas nossas autoridades – que invariavelmente se omitem – mas, de nós, sociedade, que reclamamos de segurança, de paz, de tranqüilidade e nos proclamamos humanos. A total ausência de solidariedade me deixa dúvidas sobre o sentido de humanidade. Mas, e daí? Qual a minha ou a sua responsabilidade com essa situação? Toda. Assim como – invariavelmente o Poder Público fecha os olhos – nós, irresponsavelmente continuamos a delegar através do voto a autoridade para estes. Como podemos dizer que somos honestos quando traímos nossa consciência, quando não permutamos por outros bens ou vantagens? O cão que ladra nossa a segurança, a paz, a tranqüilidade está solto pela omissão daqueles a quem delegamos autoridade. No DNA de todo o caos social percebe-se a ausência de valores que nos tornam retos, humanos e sensíveis. Então fico a pensar: o que posso esperar dessas autoridades que ai estão? Jamais irão andar pelas ruas estreitas, sinuosas e pelas calçadas e por isso desconhecem a realidade. Nossas autoridades preferem modelos de deslocamento mais modernos e renunciam – sempre que podem – ao mais natural meio de deslocamento do ser humano: o caminhar. Não é de se estranhar a total ausência de preocupação com o pedestre, com a acessibilidade nas ruas e calçadas e se fecham os olhos para os veículos que estão estacionados nas calçadas forçando o cidadão a entrar na pista e disputar espaço com automóveis. Penso que antes de empunhar frases dispostas em faixas e cartazes, preciso rever meus conceitos, meus valores. Nesse ano que se aproxima não será suficiente substituir a mão que utiliza a chibata, mas trocar a chibata por mãos que saibam manejar em prol da esperança.
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
terça-feira, 6 de setembro de 2011
Praça Ipiranga Abandonada
Nestes dias de calor intenso, vejo o chafariz da Praça Ipiranga abandonado. Poderia até pensar que se trata de uma opção em não revitalizar aquele bem, mas ao lado está abandonado o coreto. Abandonado, é bom que se diga, é uma expressa inadequada, pois, moradores de rua sem qualquer outra opção tem se ocupado de dar uma finalidade social àquele patrimônio. Não se tem uma mangueira naquela praça para irrigar a grama que já sucumbiu, mas ainda há tempo e existem outros espécimes. Seria interessante também, ter guarda municipal dia e noite zelando pelo patrimônio público. Será que não chegou a hora de pensar nisso?
Patrimônio cultural ameaçado
Cuiabá é dotada de um patrimônio histórico riquíssimo. Cada esquina, cada construção, são fragmentos da história preservados. Tenho visto intrigado, nas andanças que muitos prédios estão ameaçados de ruir. O proprietário não possui recursos ou não tem interesse e de outro o Poder Público parece omisso. Só estão aguardando ruir para dar lugar a uma construção “moderna”. A história não quer saber de quem é a competência, mas por certo, registrará que os gestores públicos da cultura merecem o rótulo de incompetentes por permitirem que se essa situação se materialize.
SETORIAL DO ESPORTE E LAZER
Partindo da premissa de que o PT nasceu dentro de um campo de futebol, a setorial do esporte e lazer de Mato Grosso já se encontra encaminhada. São muitas opções que estão sendo registradas, o que denota o interesse de se discutir internamente ao Partido dos Trabalhadores políticas públicas para o setor e as repercussões sobre a sociedade da Copa do Mundo de 2014 e do que se pode desenvolver-se em função da Olimpíada de 2016. Todos os petistas mato-grossenses estão convidados a aderir a esta setorial para colaborar com o PT já nas eleições de 2012. Informações: marcoantonioveiga@hotmail.com
domingo, 4 de setembro de 2011
Esse negócio Copa do Mundo...
Ainda ouço o alarido da escolha do Brasil como sede da Copa do Mundo de 2014 e de como pipocaram festas pelas 12 cidades escolhidas como subsedes. Ocorre que a festa da população era para a possibilidade de sediar o evento do esporte mais popular e do qual temos o orgulho do pentacampeonato. Foram tantas histórias escritas no imaginário popular, algumas festivas outras de amargas lembranças. A primeira Copa ganha pelo selecionado brasileiro em 1958, chego a imaginar como deve ter sido comemorada, afinal vínhamos de um desastre de oito anos antes, quando ocorreu a perda do título no Maracanã. A luta pela sede foi mais ou menos assim. Suada. Várias vezes perdemos. A escolha do Brasil deveu-se a solidez econômica e a estabilidade política. O que me causa estranheza é que se trata de um evento esportivo e que, em Cuiabá, uma das subsedes, vem sendo tratado como negócio ou oportunidade de bons negócios. Salvo ledo engano, não há sequer um plano de desenvolvimento do esporte. Algo que contemple a formação de uma cultura esportiva e que permita que as estruturas construídas para a Copa de 2014 não se tornem elefantes brancos. Seria necessário um plano algo bem elaborado e que demonstrasse claramente a vontade política do Estado em transformar o esporte em cultura, já que comprovadamente colabora para a saúde, a educação entre outros aspectos benéficos à sociedade como um todo. Nas poucas vezes que vi o antigo Estádio lotado, deveu-se a um evento religioso. Nas outras vezes, apesar de trazerem seleções, equipes de renome nacional não logrou a lotação. Nas disputas locais o público é insignificante e os campeonatos sobrevivem muito mais pelo patrocínio e subsídios oficiais que por sua própria arrecadação. E, não me venham dizer que a população cuiabana não gosta de futebol. Basta verificar um jogo desses televisionados e uma multidão se aglomerando frente a telões. E porque não vão ao estádio? Certamente pela falta de atrativo. Motivação. Habito. Algo que é desenvolvido lentamente, preferencialmente através de crianças junto a seus pais e que colabora para desarmar o espírito mais agressivo reduzindo o nível de violência. O que a Copa de 2014 vai colaborar para o desenvolvimento do esporte em Mato Grosso? Estádio? Centro de Treinamentos? Muito bom. Mas, e o esporte como anda? O que está sendo feito para o crescimento do esporte? E, me digam como será o acesso da população aos bens que estão sendo construídos? Quem herdará os centros de treinamentos? Como será a gestão do Estádio? Para que serve a Secretaria de Esportes? Realizar competições? Contratar jogos importantes? Acho que já está em tempo de se discutir políticas públicas para o esporte, afinal a população pode contribuir para que se tenha ainda que, minimamente, um plano de desenvolvimento do esporte e que possibilite o acesso do maior número de pessoas aos seus benefícios.
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
SETORIAL DO ESPORTE E LAZER
Partindo da premissa de que o PT nasceu dentro de um campo de futebol, a setorial do esporte e lazer de Mato Grosso já se encontra encaminhada. São muitas opções que estão sendo registradas, o que denota o interesse de se discutir internamente ao Partido dos Trabalhadores políticas públicas para o setor e as repercussões sobre a sociedade da Copa do Mundo de 2014 e do que se pode desenvolver-se em função da Olimpíada de 2016. Todos os petistas mato-grossenses estão convidados a aderir a esta setorial para colaborar com o PT já nas eleições de 2012. Informações: marcoantonioveiga@hotmail.com
ATIVIDADE FÍSICA NO SISTEMA DE SAÚDE
Muito se tem falado de esporte. Existe um legítimo movimento para se incluir a atividade física coordenada por profissionais de educação física nos programas de saúde. Digo legítima, pois, quando se reconhece a necessidade combate ao sedentarismo e se estampa em slogans de que “esporte é saúde”, se reconhece o óbvio. Por outro lado, a saúde como direito universal assegurado na Constituição de 1988, nesse caso, precisa de mecanismos que possibilitem o efetivo acesso. Não são todos os brasileiros capazes financeiramente de custear uma academia e garantir os benefícios para a saúde – preventivamente - através do combate ao sedentarismo e doenças laborais. Já existe uma frente parlamentar a nível federal, contudo, para que se viabilize a aprovação e a implantação se torna necessário que assembléias legislativas estaduais e municipais também se mobilizem e produzam discussões junto a comunidade. Vejo a oportunidade também de profissionais de educação física expandirem o mercado de trabalho e valorizar a profissão. É preciso que todos se inteirem dos benefícios e do significado social da aprovação da inclusão, principalmente, as academias que poderão celebrar convênios com o sistema de saúde para prestação de serviços. Vamos discutir esse tema.
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